Correção de Defeitos Palpebrais. O que é?

Os defeitos palpebrais podem ser decorrentes de etiologias neoplásicas, traumáticas, infecciosas, congênitas ou iatrogênicas, levando à alteração da importante função desempenhada pela pálpebra. A cirurgia plástica, por meio da reparação, busca restabelecer a função protetora da pálpebra, usando de preferência técnicas que também proporcionem bons resultados estéticos.

As técnicas de reconstrução palpebral atualmente utilizadas variam desde síntese primária, enxertia cutânea até uso de enxertos cartilaginosos associados a retalhos cutâneos, miocutâneos e microcirúrgicos, dependendo da extensão do defeito anatômico.

Como é a Cirurgia para Correção de Defeitos Palpebrais?

Sob anestesia geral ou local com sedação venosa, é realizada incisão de pele na margem anterior da concha da orelha, na região de transição entre concha e antélice, camuflando-se a cicatriz naquela área de irregularidade anatômica natural. É removido a porção necessária de cartilagem, com pericôndrio apenas na face côncava. Evitando-se, ao máximo, falhas de continuidade nessa superfície com pericôndrio. Após hemostasia, a pele é suturada.

O enxerto de cartilagem é posicionado com a concavidade voltada para a túnica conjuntiva do bulbo do olho, após ajustes do tamanho (1 mm menor que o defeito) e fixado ao tarso residual com pontos.

O enxerto de cartilagem é coberto com retalhos cutâneos ou miocutâneos locais ou com retalho muscular local e enxerto de pele. Os retalhos cutâneos e os miocutâneos locais são fixados ao enxerto de cartilagem de concha com 2 ou 3 pontos transfixantes em U, com o cuidado de não englobar toda a espessura da cartilagem de concha e originar úlcera de córnea por contato do fio com a cartilagem.