O que são tumores palpebrais?

Os tumores das pálpebras são proliferações celulares anómalas, especialmente visíveis por estarem situados na face, o que tem muita importância para a realização de um diagnóstico precoce, pois pode ser detectado pelo próprio, alertado por outra pessoa, normalmente um familiar. O seu diagnóstico pode ser feito pelo médico de família, pelo dermatologista, pelo cirurgião plástico ou pelo oftalmologista, mas o seu tratamento deve sempre passar pelo oftalmologista familiarizado com este tipo de tumores, uma vez que as pálpebras são as principais estruturas de proteção do globo ocular.

Os tumores das pálpebras representam um sério problema da patologia oftalmológica pela sua repercussão na vida e na visão dos doentes. Ora isto não devia ser assim, porque a maioria destes tumores tem um crescimento muito lento, o que facilita muito o diagnóstico precoce. O principal problema deriva de que este fato de a maioria destes tumores ter um crescimento lento, pode levar ao descuido e à não observação por médico oftalmologista em tempo atempado, levando a um diagnóstico tardio, com as possíveis más consequências.

Turmor Palpebrais - UPO Oftalmologia

Quais os tipos de tumores palpebrais?

• Benignos: Sendo os tumores benignos os mais frequentes
• Malignos: Os tumores malignos mais frequentes são o carcinoma baso-celular,  o carcinoma pavimento-celular, e o carcinoma sebáceo, mas o  carcinoma baso-celular é sem dúvida, o tumor maligno mais frequente  das pálpebras (90% dos casos).

Como é o tratamento dos tumores palpebrais?

Os tipos de tratamento variam consoante o tipo, a localização e a extensão do tumor, e incluem a cirurgia, a radioterapia, a crioterapia, entre outros. Há que valorizar o seu prognóstico em relação às condições gerais do doente. O principal objetivo é realizar sempre um tratamento curativo. Os tumores palpebrais raramente comprometem a vida do doente. Só uns poucos metastisam e podem lesar órgãos vitais, mas todos crescem localmente. Com o crescimento podem provocar a perda da função visual do olho e obrigar a grandes mutilações faciais. Em poucos casos podem causar a morte do doente pelo crescimento intra-craniano. A dificuldade de erradicar um carcinoma deixando o doente com pálpebras funcionantes e com um adequado grau de cosmética é o principal problema da cirurgia oncológica palpebral. A reconstrução de uma pálpebra será sempre mais fácil quanto menor for o defeito criado na extirpação, e quanto maior a lesão excisada, mais complexa pode ser a reconstrução. Este princípio da reconstrução choca com o que há-de reger a cirurgia oncológica, que é a cura mediante a excisão completa do tumor. Assim, a cirurgia excisional deve ser o mais radical possível, com uma margem de segurança de acordo com o tipo de tumor em causa, sem pensar na reconstrução. Para esta, é necessário um conhecimento profundo da anatomia e da fisiologia das pálpebras, pois o bom funcionamento das pálpebras é fundamental para uma boa função do globo ocular. Qualquer reconstrução, para além da vertente funcional, também não pode esquecer a vertente estética. Actualmente, o tratamento dos tumores palpebrais oferece uma taxa de cura de mais de 95% dos casos.