Retinopatia diabética: o que é, causas e tratamento

September 12, 2019

 

 

Cerca de 7% da população brasileira convive com esse distúrbio caracterizado pelo aumento das taxas de açúcar no sangue. Quando ele não é controlado, o diabetes também pode afetar os olhos, causando a retinopatia diabética. 

 

Algumas doenças afetam apenas algumas partes do nosso corpo. Outras influenciam nosso organismo de maneira geral, como o diabetes. Entenda neste blog como o diabetes afeta os olhos, os sintomas da retinopatia diabética, como é feito o diagnóstico e se é possível tratar. 

 

Essa será uma leitura de 5 minutos.

Nesse blog você vai aprender sobre o diabetes mellitus, o que é a retinopatia diabética, os dois tipos da doença, sintomas, como é feito o diagnóstico e o melhor tratamento.

 

O diabetes mellitus

 

O diabetes é uma doença crônica que afeta o pâncreas. Ela faz com que o órgão não produza insulina em quantidade suficiente para as demandas do organismo. Quando esse hormônio falta, a glicose aumenta e com ela a quantidade de açúcar no sangue.

 

Com excesso de glicose no organismo, o sangue fica hiperglicêmico e, a longo prazo, órgãos, vasos sanguíneos e nervos vão sendo danificados. O diabetes é dividido em duas categorias: 

 

  • Tipo 1: surge normalmente na infância e afeta cerca de 10% do universo diabético. Nesse tipo da doença, pouca insulina é liberada para o corpo, deixando a glicose no sangue ao invés de ser usada como energia. 

  • Tipo 2: já o diabetes tipo 2 aparece frequentemente na idade adulta. Ele surge quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz e é uma das consequências da obesidade. 

 

O que é a retinopatia diabética 

 

A retinopatia diabética surge como uma complicação do diabetes e do aumento das taxas de glicose no sangue. O excesso de açúcar danifica os pequenos vasos sanguíneos em áreas da retina, estrutura localizada no fundo dos olhos, levando à perda gradual da capacidade de enxergar.

 

 

 

A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira entre adultos em todo o mundo e quanto mais alto for o nível de glicose no sangue, maior será a perda de visão. 

 

 

A perda de visão ocorre porque acontece o escoamento de sangue e fluidos acumulados na retina. O resultado é a formação de pequenos edemas que embaçam a visão. Quando não há tratamento adequado, o quadro pode levar a perda parcial da capacidade de enxergar podendo, inclusive, levar à cegueira permanente. 

 

É importante lembrar que ao contrário de outras doenças oculares como a catarata, a retinopatia diabética não tem a idade como fator determinante para o seu desenvolvimento. Pessoas de todas as idades podem sofrer com a doença. 

 

Retinopatia diabética: conheça os dois tipos da doença

 

A retinopatia diabética não é apenas uma doença causada pelo excesso de açúcar no sangue. Ele também se apresenta em dois tipos diferentes, uma mais complicada do que a outra. 

 

 

 

Retinopatia diabética não proliferativa 

 

Esse é o tipo menos agressivo de retinopatia diabética. Quando diagnosticada precocemente pode ser tratada e controlada sem prejuízo para a visão do paciente. A retinopatia diabética não proliferativa se caracteriza pela não formação de vasos anormais após o vazamento de líquidos e hemorragias na retina. Nesses casos apenas a mácula é afetada e o prejuízo para visão é muito pequeno. 

 

Retinopatia diabética proliferativa

 

Já na retinopatia diabética proliferativa, os vasos sanguíneos da retina ou do nervo ópticos já encontram-se muito danificados. O resultado é a incapacidade dessas estruturas de transportarem todos os nutrientes que os olhos precisam. Desse jeito acontece a formação de vasos anormais que causam problemas mais sérios como: 

 

  • Descolamento de retina: quando a nutrição da retina é interrompida, ela se solta do globo ocular e ocorre a degeneração do tecido e a perda da visão. A doença é grave e precisa ser tratada com muita urgência. No nosso blog você encontra um artigo completo sobre o que é, quais são os sintomas e fatores de risco para o desenvolvimento do descolamento de retina.

 

  • Glaucoma: a retinopatia diabética proliferativa também pode ajudar no desenvolvimento de uma outra doença ocular perigosa e silenciosa: o glaucoma. Isso porque os vasos sanguíneos anormais podem causar aumento da pressão intraocular, principal fator de risco para o surgimento dessa doença. Saiba tudo sobre o glaucoma em nosso blog.

 

Quais os sintomas da retinopatia diabética 

 

Como muitas doenças oftalmológicas, a retinopatia diabética é bem silenciosa, principalmente nos casos iniciais. Porém, com a evolução do distúrbio alguns sinais podem surgir, como: 

 

  • Dificuldade para leitura; 

  • Surgimento de moscas volantes

  • Visão embaçada; 

  • Perda de visão central ou periférica; 

  • Distorção das imagens; 

  • Sangramento intraocular; 

  • Descolamento de retina.

 

 

Como é feito o diagnóstico? 

 

Como no início a retinopatia diabética costuma ser assintomática, é essencial visitar o médico Oftalmologista pelo menos uma vez ao ano. Esse cuidado precisa ser ainda maior no caso de portadores de diabetes, o principal grupo de risco. Além da consulta anual, vários exames ajudam no diagnóstico da doença, como: 

 

  • Teste de acuidade visual: o teste de acuidade visual é um dos exames mais simples da Oftalmologia. Ele é indicado para analisar e verificar a qualidade da visão em diversas distâncias. Com esse teste é possível diagnosticar doenças como miopia, astigmatismo e também os primeiros sinais da retinopatia diabética;

  • Exame de fundo de olho: esse exame é responsável por analisar as artérias, veias e nervos da retina. Com ele também é possível visualizar a saúde do nervo óptico e da mácula; 

  • Tomografia de coerência óptica (OCT): o OCT é um exame de imagem não invasivo que produz imagens das estruturas oculares. Com ele é possível diagnosticar e acompanhar várias doenças que acometem os olhos como a retinopatia diabética e a degeneração macular;

  • Mapeamento de retina: esse exame é uma análise detalhada do fundo de olho. Com ele é possível observar os vasos, o nervo óptico e a retina central e periférica. O mapeamento de retina também avalia detalhes dessa estrutura com maior resolução em relação ao exame de fundo de olho;

  • Angiografia com fluoresceína: indicado para o acompanhamento de pacientes com retinopatia diabética, alterações da mácula e tumores oculares, a angiografia com fluoresceína é um exame que avalia o fluxo dos vasos da retina. Ele é feito através de fotografias do fundo do olho. 

 

 

É possível tratar a retinopatia diabética? 

 

Apesar não haver uma cura para a doença, a retinopatia diabética pode ser tratada, principalmente quando diagnosticada no estágio inicial. Todas as terapias buscam melhorar a qualidade de vida do paciente e, principalmente, evitar que ele perca a sua visão. O melhor tratamento para a retinopatia diabética será indicado pelo médico Oftalmologista, mas podem ser adotados os seguintes recursos terapêuticos: 

 

  • Fotocoagulação: esse procedimento consiste na emissão intensa de um feixe de luz que atinge as células do epitélio pigmentado da retina. Essa intervenção resulta em uma cauterização da região, reduzindo a formação de vasos sanguíneos na retina;

  • Uso de corticosteróides: quando há inchaços na retina, o uso de medicações a base de corticoides pode ser uma boa opção para diminuir a inflamação;

  • Vitrectomia: esse procedimento cirúrgico remove o vítreo e o substitui por um gás ou líquido. A cirurgia é indicada para casos onde há hemorragia vítrea grave e é capaz de remover o sangue, os tecidos e os fluídos em excesso. 

 

Controle da glicemia: o melhor tratamento 

 

Por mais que haja várias maneiras de se tratar a retinopatia diabética, o controle do nível de açúcar no sangue ainda é a terapia mais eficaz. Uma dieta adequada, a prática de exercícios físicos, a rotina correta de medicamentos e o monitoramento com profissionais de saúde são essenciais para que o diabetes não seja um problema de saúde ainda maior. 

 

 

 

Controlar a glicemia é importante não só para prevenir a retinopatia diabética, mas também para evitar o desenvolvimento de várias doenças relacionadas ao diabetes que podem afetar os rins, a pele, o coração, a pressão arterial, etc. 

 

UPO - Atendimento oftalmológico em São Paulo

 

Procurar atendimento médico especializado e de qualidade é essencial para o diagnóstico precoce da retinopatia diabética. Atuando no mercado desde a década de 1970, a UPO Oftalmologia é uma clínica especializada que possui equipamentos modernos e equipe qualificada para melhor atender os seus pacientes. 

 

Localizada em São Paulo e com 8 unidades espalhadas pela cidade e também pelo ABC Paulista, a UPO conta com centro avançado e personalizado de diagnóstico de doenças oculares.

 

 

 

 

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