Estrabismo em crianças: fique atento aos desvios oculares nos pequenos

December 19, 2018

 

 

A infância é uma fase muito importante para o desenvolvimento humano. É nela que boa parte do crescimento do nosso corpo acontece, incluindo as estruturas dos olhos. Inclusive no artigo “Oftalmologista para crianças: fique atento às doenças oculares comuns na infância” listamos alguns dos distúrbios mais comuns nessa fase da vida. Neste artigo vamos focar em um deles: o estrabismo em crianças.

 

O que é o estrabismo?

 

O estrabismo - também conhecido como vesgueira - é um problema em que os olhos perdem o paralelismo entre si. Enquanto um deles olha para frente, o outro está desviado. A doença pode surgir por fatores genéticos e se apresentar desde o momento do nascimento. Porém, o estrabismo também pode se desenvolver durante o crescimento, causado por outras doenças como diabetes, grau elevado de hipermetropia e traumatismos na cabeça após acidentes.

 

O estrabismo não causa apenas mal-estar estético. O desalinho dos olhos também altera a capacidade de enxergar, fazendo com que o paciente sofra de diplopia, comumente conhecida como visão dupla. O distúrbio faz com que os objetos sejam vistos em dobro. Além disso, o estrabismo também pode levar à perda de visão.

 

O desvio dos olhos pode ter 3 tipos diferentes:

 

  • Estrabismo convergente (esotropia): quando o olho é voltado para o nariz;

  • Estrabismo divergente (exotropia): quando o olho é voltando para a orelha;

  • Estrabismo vertical (hipertropia): quando o olho é voltado para cima ou para baixo.

 

Esses desvios também podem aparecer de maneira combinada. Em alguns casos, o paciente pode sofrer de estrabismo convergente e vertical. Ainda há casos de:

 

  • Estrabismo alternante: quando o desvio alterna-se de um olho para o outro;

  • Estrabismo intermitente: quando ocorre variante de alinhamento e desvio.

 

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Como é o estrabismo em crianças?

 

O estrabismo em bebês é comum até os 6 meses. Ele ocorre porque o sistema ocular ainda está em desenvolvimento. Depois disso é preciso ficar atento aos movimentos dos olhos das crianças. Como os bebês ainda não sabem se queixar e não compreendem os incômodos visuais, é imprescindível prestar atenção se um dos olhos desvia quando a criança foca em algum objeto.

 

E por que perceber isso ainda cedo é tão importante? Bom, quanto antes for feito o diagnóstico do estrabismo mais rápido será o tratamento. Desse jeito, maiores serão as chances da criança desenvolver todas as suas funções visuais, como:  

 

  • Localização;

  • Contato visual;

  • Foco;

  • Seguimento horizontal e vertical;

  • Manutenção da fixação;

  • Orientação espacial;

  • Noção de profundidade;

  • Abrangência do campo visual;

  • Percepção de cores;

  • Percepção de contraste;

  • Coordenação visomotora.

 

Sintomas do estrabismo em crianças

 

Como já falamos anteriormente, a melhor maneira de perceber o estrabismo em crianças é o alinhamento ocular. Elas também podem inclinar ou virar a cabeça de maneira anormal como uma maneira de enxergar melhor. Desse jeito, os pequenos podem sofrer constantemente com torcicolos. Outro sintoma do estrabismo é a diminuição da capacidade visual de um olho em comparação ao outro.

 

Perigos do estrabismo em crianças

 

Quando não tratado corretamente, o estrabismo pode deixar sequelas na criança. A principal delas é a perda da capacidade de perceber a profundidade das coisas. Outro sintoma da doença é a ambliopia, também conhecida como olho preguiçoso. O distúrbio faz com que um dos olhos perca, aos poucos, a acuidade visual. Para completar, a doença pode continuar na vida adulta. O resultado não é apenas problemas na visão, mas também para a autoestima e para a vida social do indivíduo.

 

É por isso que o diagnóstico precisa ser feito ainda na primeira infância. Até os 3 anos de idade o estrabismo pode ser tratado com exercícios oculares e também com o uso de tampão. Desse jeito a musculatura do olho mais fraco é estimulada e o estrabismo consegue ser revertido. Em crianças mais velhas o uso de óculos pode corrigir o problema. Há também a opção cirúrgica, mas ela é indicada apenas em casos extremos, onde todos os outros tratamentos não deram certo.

 

É sempre importante prestar atenção nos olhos das crianças ainda quando bebês. Quanto mais cedo for percebido os desvios nos olhos, mais fácil será o tratamento. Além disso, é essencial fazer teste do olhinho ainda na maternidade e levar as crianças ao Oftalmologia regularmente, principalmente a partir dos 5 anos de idade.

 

 

 

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